Camboriú recebe no dia 8 de março a segunda edição da UCI Gravel World Series Brazil. A etapa marca a abertura oficial do calendário do circuito nas Américas e é a única prova no país que garante classificação para o Campeonato Mundial de Gravel da UCI, previsto para outubro de 2026, na Austrália.
A competição integra o circuito da Union Cycliste Internationale (UCI) e reúne atletas que buscam vaga no Mundial.
O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, afirmou que a realização da etapa reforça a visibilidade do município no cenário esportivo internacional.
“Receber uma etapa da UCI Gravel World Series é motivo de orgulho para Camboriú. É um evento de alcance mundial que movimenta nossa economia, fortalece o turismo esportivo e projeta o nome da cidade para além das fronteiras do Brasil. Estamos preparados para acolher atletas e visitantes com toda a estrutura e hospitalidade que são marcas do nosso município”, destacou o prefeito.
Organizada pela Riders Sports, a prova terá dois percursos principais:
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Granfondo: 113 km, com 1.778 metros de altimetria acumulada e 90% do trajeto em piso gravel.
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Mediofondo: 69 km, com 1.117 metros de elevação.
A competição é aberta a ciclistas federados e não federados, de ambos os sexos, a partir de 15 anos. São permitidas bicicletas de qualquer modelo, exceto elétricas, tandem e contrarrelógio (TT). Guidões flat são liberados para bikes gravel.
Além das provas oficiais, o evento inclui uma maratona de mountain bike, com percursos de 69 km e 38 km. As inscrições seguem até 2 de março pelo site da Ticket Sports.
Novo ponto de largada
Em 2026, a prova terá largada e chegada no campus do Instituto Federal Catarinense, na região central de Camboriú. Segundo o diretor de prova, André Gohr, apenas os cinco primeiros quilômetros foram alterados em relação à edição anterior.
“O percurso maior é extremamente rápido, apesar da altimetria desafiadora, que é bem distribuída. O segredo é a hidratação. Historicamente temos calor e umidade elevados. Já no percurso menor, a chave é saber dosar a energia”, explica Gohr.
Conforme protocolo da UCI, o trajeto poderá ser modificado em caso de condições climáticas extremas. O regulamento estabelece limite de 6h30 para a Granfondo (média de 18 km/h) e 4h30 para a Mediofondo (média de 13 km/h).
A organização estima que a maioria dos atletas conclua a Granfondo entre 4h30 e 5h30, e a Mediofondo entre 3h30 e 4h30. Na edição passada, o suíço Simon Pellaud venceu a Granfondo com o tempo de 3h44min, sob forte calor.
O percurso longo contará com seis pontos de hidratação, e o médio, com quatro. Haverá apoio mecânico neutro da Shimano na largada. Durante a prova, motociclistas prestarão suporte emergencial, mas os atletas devem ser autossuficientes e portar kit básico de reparos.
A organização também criou a categoria Mediofondo Open, destinada a ciclistas que desejam participar da etapa sem disputar classificação. A categoria é única, sem divisão por idade, aberta a atletas de 15 a 50 anos no masculino e até 59 anos no feminino. O pódio é único e não oferece vaga ao Mundial.
Critérios para o Mundial
Os três primeiros colocados de cada categoria oficial, no masculino e feminino, garantem vaga direta no Campeonato Mundial. Também se classificam os 25% melhores de cada faixa etária oficial, conforme o número de largadas.
Para disputar o Mundial, será exigida licença válida emitida por federação nacional filiada à UCI, além de registro UCI ID 2026 e seguro adequado.







