A construção da primeira policlínica de Balneário Camboriú entrou em uma nova fase com o início da supressão da vegetação no terreno onde será implantada a unidade, na Rua Arvoredo, no Bairro dos Municípios. De acordo com a Prefeitura de Balneário Camboriú, a Secretaria de Saúde obteve a licença ambiental necessária após a realização da sondagem da área.
Os trabalhos seguem nos próximos dias, dependendo das condições climáticas. A próxima etapa prevê a retirada e o transplante de três figueiras para outro local, que ainda será definido.
Segundo a administração municipal, antes do transplante será feita a limpeza das árvores e a preparação das raízes, seguindo os critérios ambientais para garantir que o procedimento ocorra com segurança e preserve as espécies. A estimativa é de que essa etapa leve cerca de 40 dias. O processo para obtenção da licença ambiental durou aproximadamente 10 meses.
A policlínica terá área construída de 3.213 metros quadrados e ficará em frente ao Pronto-Socorro do Hospital Regional Ruth Cardoso. O projeto prevê núcleos de atendimento especializado, além de espaços destinados às áreas técnica, administrativa e de ensino.
“O início da retirada da vegetação representa mais um passo importante para tornar realidade a primeira policlínica de Balneário Camboriú. Todo esse processo foi conduzido com responsabilidade, respeitando rigorosamente a legislação ambiental e adotando medidas como o transplante das figueiras, garantindo a preservação das espécies”, destacou a secretária de Saúde, Aline Leal.
Conforme a Prefeitura, o Governo Federal destinará pouco mais de R$ 16 milhões para a construção da unidade, enquanto o município fará uma contrapartida de R$ 3 milhões. Após a conclusão da obra, outros mais de R$ 13 milhões em recursos federais serão aplicados na aquisição de mobiliário e equipamentos, totalizando cerca de R$ 30 milhões em investimentos por meio do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal.
A futura policlínica atenderá pacientes de toda a região por meio da Programação Pactuada e Integrada (PPI). O acesso será realizado exclusivamente por regulação do Sistema Único de Saúde (SUS), sem atendimento por demanda espontânea.
O projeto inclui núcleos voltados ao atendimento de condições crônicas não transmissíveis, tratamento de feridas, pé diabético e estomias, diagnóstico e terapia, cuidados ortopédicos, saúde da mulher, saúde do homem, otorrinolaringologia, saúde da criança, reabilitação e Sala Lilás, destinada ao atendimento de vítimas de violência.
Entre os serviços previstos estão atendimentos em ortopedia, otorrinolaringologia, neonatologia, assistência social, fonoaudiologia, psicologia, ginecologia e obstetrícia, nutrição, enfermagem, endocrinologia, mastologia, infectologia, pneumologia, pediatria, urologia, angiologia, cardiologia, hematologia, gastroenterologia, medicina do trabalho, neurologia, reumatologia, anestesiologia, nefrologia, teleconsultoria e teledermatologia.
A estrutura também contará com farmácia, exames de endoscopia, raio-X, tomografia, ressonância magnética, mamografia, exames laboratoriais e realização de pequenas cirurgias.








