A Safra da Tainha 2026 tem início nesta sexta-feira (1º) em Balneário Camboriú, com atividades em dez pontos das praias do município. A temporada segue até 31 de julho, período em que a Prefeitura prevê intensificar a fiscalização no mar, com uso de lancha, além de ações de conscientização para evitar pesca irregular e práticas que afugentem os cardumes.
A abertura simbólica da pesca artesanal está marcada para as 8h, no Rancho do Medeiros, na Praia de Laranjeiras.
Segundo a Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade e com apoio do Conselho Municipal de Fomento à Pesca, foram disponibilizadas estruturas para auxiliar os pescadores. Três contêineres foram locados para a Praia Central, nas proximidades das ruas 2800, 3700 e 4100, destinados ao armazenamento de redes, embarcações e equipamentos. Esses espaços se somam a outros três já existentes.
Nos demais pontos — Laranjeiras, Taquarinhas, Taquaras (dois ranchos), Pinho, Estaleiro e Estaleirinho — os ranchos fixos de madeira receberão tendas. Para reforçar a fiscalização ambiental, o município também locou uma lancha com marinheiro para atuação 24 horas durante a safra.
Até o fim da temporada, a campanha “Mar de Tradição, Respeite o Pescador”, da Fundação Cultural, será veiculada em contêineres, bandeiras e materiais informativos distribuídos na cidade. A proposta é orientar a população sobre restrições no período, buscando preservar a atividade pesqueira.
“Vamos iniciar mais uma Safra da Tainha, que representa muito mais do que pesca – é cultura, tradição e identidade de Balneário Camboriú. Como Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, nosso compromisso é garantir organização, fiscalização e apoio efetivo aos pescadores, com estrutura, equipamentos e ações de conscientização para toda a população. Que seja um período de respeito, união e bons resultados”, ressalta o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Nelson de Oliveira.
Cerca de 300 famílias dependem da pesca artesanal da tainha no município. A atividade foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial pela Lei nº 4.327/2019. Já a Lei nº 4.874/2024 atribuiu valor histórico, cultural e social aos ranchos de pesca da Praia de Taquaras, incluindo o tombamento dos espaços conhecidos como “Rancho do Neu” e “Rancho do Eládio”.
Na safra de 2025, aproximadamente 12 mil tainhas foram capturadas. Para 2026, a expectativa é de aumento. Conforme o coordenador de Pesca e Economia Artesanal, Laércio Demetrio, a projeção é ultrapassar 30 mil exemplares.
“Ano passado o peixe passou distante da costa. A tendência é esse ano passar próximo da praia. Que o vento sul ajude a trazer elas para a nossa cidade!”, pontua Laércio.
Durante o período, haverá fiscalização quanto ao uso irregular de embarcações motorizadas próximas à orla, além da proibição de determinados tipos de redes e equipamentos. As regras seguem legislações ambientais e decretos municipais, como os de nº 13.176/2026 e 13.177/2026, que também instituíram uma comissão integrada para coordenar as ações da safra.
Como apoio adicional, pescadores artesanais cadastrados poderão receber um cartão-alimentação no valor mensal de R$ 150 durante a temporada.







