Um aluno do 7º ano do Centro Educacional Municipal (CEM) Armando César Ghislandi é o único estudante de Balneário Camboriú, entre escolas públicas e privadas, a conquistar medalha de ouro nacional na 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Guilherme Ryuji Akamini, de 12 anos, participou da competição pela primeira vez, em 2025, e alcançou o resultado máximo.
De acordo com a professora de Matemática do CEM, Fernanda Ribeiro de Oliveira, o estudante avançou para a segunda fase após ficar entre os oito alunos com maior pontuação na turma.
“Ele realizou a prova assim como todos na escola e os oito alunos com maior pontuação na turma foram classificados para a segunda fase. Nesta etapa, eles poderiam ser premiados com menção honrosa e medalhas de bronze, prata e ouro. Ele conseguiu a medalha de ouro, o que é muito difícil de acontecer”, explica.
Guilherme afirma ter ficado surpreso com a conquista.
“Eu achei a prova fácil, mas estou me sentindo em choque com o resultado porque pensei que mais gente tivesse ganhado a medalha aqui”, conta. A medalha deve ser entregue ao estudante no fim do semestre.
A mãe do aluno, Lilian Sayuri Uehara, também comentou o resultado.
“Percebemos que ele tem uma facilidade muito grande em compreender o que está sendo explicado. Ele tem uma memória muito boa e eu acho que isso ajuda muito em relação a essa área. No dia em que saiu o resultado, eu fiquei com uma expectativa muito grande em saber a colocação dele. Eu achei sim que ele poderia ser medalhista, mas não imaginei que fosse ouro. E, principalmente, que ele ia ser o único da região a ter conquistado essa medalha”, diz.
Além do ensino regular, Guilherme frequenta desde 2025 o Polo de Altas Habilidades/Superdotação no contraturno escolar. Segundo a rede municipal, o encaminhamento ocorreu após professores identificarem facilidade no aprendizado.
Localizado na Rua 2400, no Centro, o Polo oferece atendimento educacional suplementar. O estudante, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), participa de laboratórios voltados a tecnologia, raciocínio lógico e música.
A gestora do Polo, Fernanda Guedes, detalha o acompanhamento realizado.
“No ano passado, ele iniciou a etapa chamada exploratória: fizemos uma investigação inicial, entrevistas com a família, um estudo de caso para identificar os indicativos para altas habilidades. No caso do Guilherme, foi identificada aptidão para o raciocínio lógico, então fizemos a matrícula para frequentar nossos laboratórios. No Polo, fizemos um plano educacional especializado para ele com base em sua capacidade cognitiva, intelectual, acadêmica e nas inteligências múltiplas”, explica.
Os alunos com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) integram o público da Educação Especial da rede municipal. O Polo é vinculado ao Departamento de Educação Especial e realiza o enriquecimento curricular por meio de laboratórios específicos.







